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Podemos escolher nossos governantes. Mas podemos escolher a comunidade política à qual pertencemos?
As revoluções políticas transformaram a relação entre governantes e governados. Ampliaram direitos, contestaram privilégios herdados e abriram caminho para a democracia moderna. Mas deixaram uma questão fundamental em aberto: por que a comunidade política em que nascemos deveria ser a única à qual podemos pertencer como membros em condições de igualdade?
Em Teoria da Cidadania Mundial, Toshiyuki Nishimura convida o leitor a reconsiderar os limites da liberdade política.
O livro apresenta duas dimensões da democracia. A Democracia das Mãos diz respeito à participação das pessoas nas decisões da comunidade em que vivem. A Democracia dos Pés acrescenta outra liberdade: a possibilidade real de escolher a comunidade política à qual pertencer.
Mas sair de um país não significa necessariamente poder ingressar em outro. A liberdade de escolha exige direitos, instituições e condições que tornem essa possibilidade efetiva.
Partindo das revoluções históricas e chegando aos desafios contemporâneos da nacionalidade, da migração e do pertencimento político, o autor examina questões difíceis: como conciliar a liberdade individual com o autogoverno democrático? Como proteger os direitos dos residentes? Como ampliar a liberdade política sem pressupor a criação de um governo mundial?
Este livro não apresenta uma transformação histórica como inevitável, nem promete soluções simples. Propõe uma pergunta que merece ser examinada:
Se a democracia ampliou nossa liberdade de decidir quem nos governa, até onde ela pode ampliar nossa liberdade de escolher a comunidade política à qual pertencemos?
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